6 mitos sobre softwares de código aberto

open source

Muitos programadores consideram os softwares de código aberto impressionantes devido às diversas possibilidades que isso proporciona. Apesar da crescente popularidade desse tipo de programa, muitos ainda não entendem muitas das características da indústria open source. Assim, é comum nos depararmos com alguns mitos sobre eles.

Algumas pessoas pensam que o software de código aberto irá arruinar a programação. Outros acreditam que o software livre é a única esperança para o futuro da programação. Muitos mitos e inverdades são distribuídos por ambos os extremos, o que torna o discernimento mais difícil para os menos entendidos. Para ajudá-lo a entender mais sobre o mundo open source, abaixo você verá seis mitos sobre os programas de código aberto.

1. Open Source é só para usuários Linux

Open source

A história e natureza do ambiente Linux é rica em softwares de código aberto. Sendo assim, é fácil que pessoas assumam que o open source seja apenas um fenômeno do Linux. E até certo ponto a afirmação é verdadeira: muitos programas de código aberto são feitos com disponibilidade Linux como o principal motivador.

No entanto, se você é um usuário do Windows ou OS X, não precisa se preocupar com a exclusividade do código aberto para o Linux. Ela não existe. Na verdade, há uma boa chance de que alguns de seus programas favoritos sejam open source e você nem saiba. Alguns exemplos são o OpenOffice, VLC, GIMP, Audacity, Pidgin, entre diversos outros. Com isso, podemos concluir que programas de código aberto não são apenas para geeks do Linux, mas para todos.

2. Open source é menos/mais seguro

Open source

A segurança digital é um grande negócio nos dias atuais. Os utilizadores do software livre tendem a afirmar que a segurança é sua aliada. Eles acreditam que o fato de oferecer o código de maneira pública pode acelerar o descobrimento de falhas e erros que podem ser corrigidos rapidamente, caso seja necessário.

Por outro lado, há os que acreditam que tornar o código disponível para todos torna o programa inseguro. Isso porque expõe o funcionamento interno de um programa para olhos maliciosos de hackers e criadores de malware, que exploram as vulnerabilidades do sistema.

A verdade é que os dois lados estão certos, dependendo do contexto. Mas ambos acreditam que os softwares open source enfrentam um conjunto diferente de problemas do que os programas proprietários. Sendo assim, eles não são mais seguros ou menos seguros que outros programas.

3. Faça o que quiser com programas open source

Open source

O conceito de que o código público pode ser utilizado de qualquer maneira é totalmente equivocado. Algumas pessoas acreditam que, se o código é colocado à disposição do público, eles podem ir em frente e utilizá-lo como quiser, mas não é bem assim que funciona. Assim como imagens, vídeos e músicas, os softwares também são protegidos por direitos autorais.

Isso significa que os utilizadores devem obedecer às normas estabelecidas por qualquer licença de código aberto. Há alguns certificados que, na verdade, não permitem que os usuários façam qualquer coisa com o código, mesmo para aqueles que conseguem permissão para comercializar derivados.

4. Grandes empresas evitam o open source

Open source

Muitos dos programas open source são desenvolvidos por profissionais autônomos ou por organizações sem fins lucrativos. Isso leva muitos a crer que as grandes empresas de tecnologia evitam utilizar esse método. Mas isso não é verdade, em especial nos últimos anos.

Tanto a Microsoft como a Apple têm demonstrado que estão dispostas a seguir em frente com o código aberto. No ano passado, a Microsoft disponibilizou o .NET Framework em código aberto, o que gerou uma enorme discussão entre os desenvolvedores. Este ano, a Apple seguiu o mesmo exemplo e liberou sua linguagem de programação Swift em código aberto. Tal ação da Maçã chocou a comunidade de desenvolvedores em todo mundo.

Isso nos mostra que mesmo as duas principais empresas de software estão aderindo ao open source. Com isso, a teoria de que apenas amadores e profissionais independentes escrevem programas de código aberto foi totalmente descartada.

5. Open source é caótico

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Imagine tentar projetar um carro com uma centena de outras pessoas gritando sugestões para você. Certamente você iria ficar perdido e não conseguiria finalizar o projeto. Isso é o que muitas pessoas pensam em relação aos programas de código aberto. Mas o desenvolvimento de um software livre não é caótico como pode parecer.

É claro que muitas pessoas podem contribuir através de suas sugestões. No entanto, suas contribuições são analisadas e aprovadas por aqueles que gerenciam todo o projeto. Se uma proposta de mudança não é adequada ao projeto, ela é descartada. Sendo assim, todo o projeto fica simples e ordenado. Somente quando a liderança do projeto começa a discordar sobre suas visões e direções é que as coisas começam a ficar confusas, o que pode trazer bifurcações.

6. Não tem como ganhar dinheiro com softwares open source

Open source

Só porque o software open source muitas vezes é feito de maneira livre, não significa que os desenvolvedores trabalham de graça. Alguns até fazem isso sem receber nenhum centavo, no entanto há várias maneiras de um programador open source ganhar dinheiro.

Às vezes, um programa é tão útil e fundamental para determinado mercado que uma empresa se interessa em patrocinar os desenvolvedores para que continuem seu trabalho, em uma forma de financiamento de projeto. Em troca, a empresa conta com alguns privilégios que podem variar de acordo com o projeto realizado. Há também uma outra maneira de monetizar um programa open source. É muito comum programadores disponibilizarem o software gratuitamente, mas cobrarem pelo suporte técnico.

Ao desvendar os seis mitos acima, talvez você tenha obtido outra visão em relação aos programas de código aberto. Agora você está pronto para questionar diversas afirmações enganosas presentes na internet. Qual é a sua opinião em relação aos softwares proprietários e aos de código aberto? Lembre-se de que você também pode fazer parte dos que se importam com a qualidade do programa, independentemente de como ele é desenvolvido.

Fonte: Canaltech

10 editores de vídeo para Linux

Editores de vídeo no Linux

O Linux já não assusta tanto quanto antigamente, especialmente porque as inúmeras distribuições do sistema disponíveis na atualidade oferecem ambientes cada vez mais amigáveis e variados. Além disso, junto com isso também aumentam as opções de programas compatíveis com o SO do pinguim.

Um gênero com boas alternativas para os usuários é o de editores de vídeos. Com opções pagas e gratuitas que vão das mais básicas às mais profissionais, utilizadas inclusive por equipes de Hollywood, manipular vídeos em todos os aspectos no Linux é algo que se torna cada vez mais interessante.

Nós preparamos uma seleção com 10 softwares capazes de oferecer diferentes recursos de edição de vídeo para quem usa Linux. Se você anda em busca de um bom programa do gênero para instalar em sua máquina, provavelmente vai encontrá-lo aqui. Confira:

1. Avidemux

Editores de vídeo no Linux

Um dos nomes mais básicos e conhecidos dos editores de vídeo para Linux, o Avidemux é figura carimbada em basicamente qualquer lista do gênero há anos. Ele tem apenas recursos básicos e serve mais como uma ferramenta especializada nas funções de corte e junção de arquivos de vídeo.

Além disso, você pode mudar a codificação de um vídeo, alterando seu formato sem perder qualidade, por exemplo. Ele trabalha com os principais formatos da atualidade e ainda tem predefinições específicas para alguns dispositivos (como iPod ou PSP), servindo também como uma ferramenta para adaptação dos seus vídeos.

2. Blender

Editores de vídeo no Linux

O Blender é um dos principais nomes da atualidade quando se fala em computação gráfica e animação tridimensional. O aplicativo, que é open source, conta com versão para Linux e roda tranquilamente nas principais distribuições e apresenta ferramentas avançadas para a criação de animações.

O programa é tão diversificado e poderoso que é usado não somente para a montagem de filmes 3D, mas também para a criação de games. Para você ter uma ideia do potencial deste software, basta dar uma olhada na seção com algumas animações feitas usando o Blender.

3. Cinelerra

Editores de vídeo no Linux

Disponível na web desde 2002, o Cinelerra é outro editor de vídeo clássico para Linux que oferece bons recursos. O programa trabalha com áudio e vídeo sem deixar de lado a qualidade, garantindo a fidelidade de som e imagem no seu produto final, algo essencial para qualquer programa do gênero que se preze.

Recentemente, o programa vem mudando e seus desenvolvedores focaram bastante na questão de desempenho. Assim, ele promete oferecer seus recursos básicos e avançados de maneira ainda mais efetiva, garantindo tudo com efeitos de transição, suporte para trilha sonora, além de filtros para dar novas caras ao som e às imagens de seu vídeo.

4. Flowblade Movie Editor

Editores de vídeo no Linux

O Flowblade é um editor melhor do que o Avidemux, mas não tão cheio de recursos quanto o Cinelerra. Ele também tem um visual muito simples, o que pode ser um ponto positivo dependendo do tipo de usuário que você é. De qualquer maneira, ele conta com inúmeras faixas para comportar áudio, imagens estáticas e vídeos, além de filtros e muito mais.

É possível manipular diversos aspectos de um item adicionado à linha do tempo do Flowblade, algo essencial mesmo para um programa básico. Suas ferramentas ficam expostas de maneira clara na tela inicial, com tudo muito bem organizado e com bastante informação para você. Enfim, uma boa opção para editar seus vídeos no Linux.

5. Kdenlive

Editores de vídeo no Linux

Quando se fala em edição de vídeo no ambiente gráfico KDE, o Kdenlive é o primeiro nome que vem à mente. O programa está no mesmo patamar do Cinelerra e conta com recursos além do básico para quem vai manipular vídeos com ele. Sistema multifaixas, linha do tempo e interface organizada e intuitiva são alguns de seus trunfos.

Uma de suas vantagens, assim como acontece no Cinelerra, é o fato de ser atualizado constantemente. Isso quer dizer que, além das novidades adicionadas ao programa sempre que algo do tipo acontece, ele também costuma receber correções e atualizações que garantem estabilidade para o desenvolvimento de seus projetos.

6. Ligthworks

No Linux também funciona

Provavelmente o nome mais avançado desta lista, o Lightworks é figura carimbada nas montagens de vídeos para Hollywood. O programa já está na ativa há mais de duas décadas e foi utilizado para a edição de filmes clássicos como O Discurso do Rei e Pulp Fiction.

Apenas isso já dá uma ideia de como este programa pode ajudar você. Ele não é totalmente gratuito, funcionando em um esquema freemium — ou seja, você pode usar alguns recursos sem pagar nada, mas deve desembolsar algum dinheiro para acessar funções mais avançadas ou específicas.

7. LiVES

Editores de vídeo no Linux

O LiVES não tem este nome à toa: além de ser um tradicional editor de vídeo não linear, ou seja, com linha do tempo no qual você pode editar qualquer trecho a qualquer momento, ele também serve para a realização de transmissões ao vivo. Assim, se as suas necessidades vão além da simples edição, este pode ser um ótimo auxiliar.

E ele ainda garante recursos que vão satisfazer aqueles mais apegados às questões técnicas, permitindo controle completo dos detalhes de um vídeo. A lista de recursos do LiVES é impressionante, então basta abusar da sua criatividade na hora de manipular um vídeo por aqui.

8. OpenShot

Editores de vídeo no Linux

Básico tanto quanto a recursos quanto no aspecto visual, o OpenShot é uma espécie de Windows Movie Maker. Ele conta com sistema multifaixas e ainda oferece uma série de efeitos e filtros para você dar um toque especial aos sons e às imagens que reúne dentro do seu filme.

Efeitos de transição, títulos animados e em 3D, recursos para criação de intertítulos e legendas, controle completo dos clipes de vídeo e de áudio adicionados à linha do tempo e muitos outros fazem parte da extensa lista de possibilidades oferecidas por este programa.

9. PiTiVi

Editores de vídeo no Linux

Outro nome clássico quando se fala em edição de vídeo no Linux, o PiTiVi tem um visual moderno e vem se tornando uma opção bastante robusta para a manipulação e junção de imagens e áudio em uma coisa só. Este software tem uma pegada bastante semelhante à do OpenShot, disputando com ele a faixa de usuários que procuram simplicidade.

Mas, assim como o “rival”, simplicidade não significa ausência de bons recursos. Aqui estão reunidas diversas ferramentas que garantem praticidade e precisão no desenvolvimento dos seus projetos. Suporte a inúmeros formatos de vídeo, efeitos de transição, filtros de imagem e de áudio e muito mais complementam a experiência.

10. Vivia

Editores de vídeo no Linux

O Vivia não é a melhor das alternativas, mas pode ser útil para quem quer o básico (recortar, juntar e exportar) sem firulas. Ele tem um aspecto e uma proposta bastante parecidos com os do Avidemux, sendo uma boa alternativa para quem não se deu bem com o programa, mas ainda não quer partir para algo mais elaborado.

Este software oferece recursos simples, mas tudo está bem organizado. Seu visual é facilmente compreendido e usufruir de todos as suas ferramentas não será um desafio para a maioria dos usuários. Recorrer ao Vivia pode ser a opção mais viável para quem está começando no ramo da edição e ainda não tem necessidades avançadas quanto a isso.

Fonte: Canaltech

7 coisas que você fazia no Windows e também pode fazer no Linux

Linux

Usar alguma distribuição Linux hoje é algo plenamente possível para a maioria das pessoas. Isso porque, atualmente, inúmeros sistemas bem amigáveis ao usuário comum estão disponíveis para download gratuitamente na web, a alguns cliques de distância de qualquer pessoa.

Salvo casos em que há a necessidade muito específica de algum programa, na maioria das vezes utilizar Linux não vai limitar em nada a sua experiência com o computador. Pelo contrário, pode até mesmo incentivar você a superar barreiras e alcançar novos conhecimentos, além de aproveitar um ambiente que oferece autonomia e favorece o desenvolvimento do software livre.

Para mostrar a você que usar o Linux não significa necessariamente limitar a forma como se usa um computador, nós preparamos este artigo. Aqui, listamos algumas coisas que podem ser feitas no Linux e que talvez você nem fizesse ideia. Então, vamos lá.

1. Manipular e editar de imagens

No Linux também funcionaGIMP é uma das principais alternativas ao Photoshop da atualidade. (Foto: Divulgação/Site oficial)

Quando se fala em edição e manipulação de imagens no Windows, o primeiro nome que vem à cabeça é o Photoshop. Outros programas consagrados do gênero, como Corel PhotoPaint, também são marcas facilmente lembradas até mesmo por quem nunca abriu a tela destes softwares.

Infelizmente, eles não contam com versões oficiais para Linux, mas isso não significa que o gênero não conta com ótimos representantes para o sistema operacional livre. Destes, o mais famoso de todos é o GIMP, manipulador de imagens que tem, inclusive, versão para Windows e oferece recursos avançados para quem precisa editar fotos de maneira avançada.

Há ainda outros programas que reúnem ferramentas de respeito quando o assunto é a edição e manipulação de imagens, como o Pinta, ou ainda o MyPaint e o Krita, programas também gratuitos, mas com foco maior na criação de pinturas digitais.

2. Editar vídeos à vontade

No Linux também funcionaLightworks é um dos melhores editores de vídeo do mundo. (Foto: Editshare/YouTube)

Se editar imagem, criar publicações e até mesmo lidar com vetorização não é um problema para quem usa Linux, editar vídeo também não deve ser, certo? Certo! Há inúmeros bons programas neste ramo disponíveis para as distribuições do sistema livre, então você precisa apenas encontrar aquela que se enquadra em sua necessidade.

Um dos principais nomes do gênero para Linux é o Cinelerra, programa repleto de recursos avançados para captura, gerenciamento e edição de vídeo. Outro nome que conquista profissionais no ambiente livre é o Lightworks, aplicação que não é totalmente gratuita, mas que vale muito a pena investir.

Se o negócio é computação gráfica, o Blender 3D é o grande nome do gênero. Ele é um aplicativo open source e está disponível para Linux, podendo trabalhar perfeitamente com as principais distribuições existentes na atualidade.

Outros softwares do gênero que devem ser olhados com atenção são Avidemux, Pitivi e Jahshaka.

3. Jogar, jogar e jogar

No Linux também funcionaSteam também funciona no Linux. (Foto: Reprodução/OMG Ubuntu)

Se você está no mundo da computação há algum tempo, sem dúvida já deve ter ouvido a frase “não há bons jogos para Linux”. E ela fez todo sentido durante um bom tempo, mas vem mudando nos últimos anos — e a ideia é mudar ainda mais daqui para frente, não duvide.

Fãs do mercado de jogos independentes provavelmente já sentem os ventos da mudança soprando mais forte em seus rostos vindos direto de uma distribuição Linux. Isso porque os desenvolvedores indies já há algum tempo vêm apostando no sistema operacional livre como uma forma de aumentar o alcance de seus games e, por que não, a sua receita.

Porém, o Linux tem ido além disso: o Steam, uma das maiores e mais conhecidas lojas de distribuição digital de games, já conta com versão oficial para Ubuntu (e também para todos as distribuições baseadas nele) com um número crescente de títulos disponíveis, inclusive grandes jogos.

Além do Steam, a Desura, loja de distribuição digital focada no mercado indie, também conta com versão para várias distribuições Linux. Nela, você pode encontrar basicamente todas as novidades do mundo independente da criação de jogos, podendo instalar boa parte deles em sua distro.

No Linux também funcionaGOG Galaxy deve chegar em breve ao Linux. (Foto: Reprodução/Site oficial)

Outro nome da distribuição digital, o GOG Galaxy chegou com tudo no mercado ao oferecer preços interessantes, muitas vezes melhores do que os do Steam. Ele ainda não conta com versão para Linux, mas, como dá para ver em sua página oficial, isso deve acontecer em breve.

Além disso, outras lojas consagradas, como a Origin, também podem vir para o Linux com algumas gambiarras. Há inúmeros tutoriais em vídeo altamente explicativos para você tentar trazer a plataforma digital da Electronic Arts para o sistema do pinguim.

4. Editar áudio de forma avançada

No Linux também funcionaArdour é uma caixa de ferramentas para a manipulação de áudio. (Foto: Divulgação/Site oficial)

A edição de áudio no Linux também conta com ótimos programas à disposição de seus usuários. O nome mais conhecido de todos é o Audacity, software que faz bastante sucesso também entre usuários de Windows e que oferece ferramentas variadas para captura e edição de áudio.

Outro grande nome do setor é o Ardour, uma workstation para quem busca uma plataforma para trabalhar com áudio de maneira profissional. O programa está repleto de recursos avançados para manipulação de faixas de áudio em todos os aspectos, deixando o som do jeito que você quiser.

Mas há ainda outros programas que você pode ficar de olho caso queira editar áudio em alguma distribuição Linux: LMMS, Sweep, Jokosher e Traverso DAW são alguns deles. O projeto Libre Music Production reúne a comunidade de músicos e produtores simpatizantes do software livre e oferece uma lista de programas para edição e produção de áudio para Linux.

5. Ser DJ

No Linux também funcionaMixxx não deixa você na mão na hora de atacar de DJ. (Foto: Divulgação/Site oficial)

Ainda sem sair do âmbito da música, ser DJ amador ou profissional é outra possibilidade que o Linux oferece. Além dos vários programas indicados acima, que podem dar conta da criação musical em seus diversos aspectos, há ainda a possibilidade de atacar de DJ em sua casa, em festas de amigos ou até mesmo de um jeito mais profissional.

E existem algumas boas opções para isso no Linux. Uma das mais poderosas — e provavelmente a mais conhecida — de todas elas é o Mixxx. Ele oferece inúmeros recursos para você combinar suas músicas, aplicar efeitos e agitar uma festa como um DJ profissional.

Outro grande nome disponível para o sistema do pinguim é o Ultramixer. Ele é bem semelhante ao Mixxx, então a diferença fica apenas nos detalhes. Preste atenção aos recursos de cada um para chegar à conclusão de qual é melhor e faça o download gratuito em seu computador.

Quer ainda mais um nome quando o assunto é a criação música? O TerminatorX é um sintetizador potente, repleto de ferramentas para você trabalhar em uma música, samplear mixes dentro dela, misturar tudo e produzir como um bom DJ deve fazer.

6. Trabalhar com editoração gráfica e vetorização

No Linux também funcionaInkscape é uma alternativa de respeito ao CorelDraw. (Foto: Divulgação/Site oficial)

Vetor no Windows é sinônimo de CorelDraw, programa que não conta com versão oficial para Linux. Porém, no ambiente do sistema livre, você também pode optar por algumas alternativas que oferecem basicamente os mesmos recursos. O principal nome do gênero é o Inkscape (que também tem versão para Windows), com visual muito bem organizado e repleto de recursos.

Se o assunto é a editoração gráfica, o grande nome do Windows é o Adobe InDesign, que também não conta com versão oficial para o sistema operacional livre. Então, é possível recorrer a um similar bastante competente e repleto de recursos, como é o caso do Scribus.

Este é o grande nome “alternativo” da editoração, contando também com uma edição dedicada ao Windows. Este setor é pouco povoado no Linux, mas você também pode optar pelo Passepartout, aplicativo que reúne uma boa quantidade de ferramentas e pode dar conta de algumas necessidades básicas quando o assunto é preparar uma publicação.

7. Rodar outros sistemas operacionais

No Linux também funcionaRodar outros SOs dentro do Linux não é um problema. (Foto: Reprodução/Linoob)

Há diversas possibilidades dentro do Linux, inclusive a de rodar outros sistemas operacionais ali. Isso mesmo, com o auxílio de uma máquina virtual, você pode instalar não somente o Windows, mas também outras distribuições dentro de um único ambiente, acessando tudo de forma prática.

Os nomes mais conhecidos do gênero com versão para Linux são o VirtualBox e também o VMware. Mas, além deles, você conta com os préstimos de outro aplicativo também bastante poderoso chamado QEMU. Então, verifique mais detalhadamente os potenciais de cada um e escolha o ideal.

Fonte: Canaltech

5 sinais que mostram que você deve migrar para o Linux

Linux

O Linux já foi visto como um verdadeiro bicho de sete cabeças incompreensível e quase inutilizável pelos reles mortais, mas esse tempo passou. Atualmente, existe um sem número de distribuições Linux altamente amigáveis para o usuário final, portanto migrar para uma delas não é algo exatamente difícil.

De qualquer forma, se você ainda está em dúvida, aqui vão alguns sinais de que talvez você deva fazer a migração. Isso é, algumas características de uso do Windows podem indicar se você vai encontrar um campo fértil para as suas necessidades de uso ao escolher uma distribuição.

1. Preferência por software livre

Uma das principais características que “denunciam” a sua pré-disposição para o Linux é a adoção de software livre. Logicamente que no Linux há uma série de aplicativos “fechados”, ou seja, que não são open source, mas normalmente a base de tudo ali é a liberdade.

Se você nutre apreço por aplicativos desenvolvidos pela comunidade, ou então aqueles em que os desenvolvedores abrem seus códigos, algo que costuma incrementar a segurança e agilizar o desenvolvimento de tudo, optar por uma distribuição Linux pode ter mais a ver com seu perfil.

Mudar para Linux

2. Vontade de ter controle completo sobre o sistema

Usar Windows é, muitas vezes, esbarrar em uma série de limitações. Algo comum para um sistema operacional amplamente utilizado por leigos e por usuários mais experientes, o sistema tem vários entraves que dificultam o controle completo sobre inúmeras de suas funções — além de vir pré-configurado de forma a ser o mais automático possível, o que nem sempre é interessante.

Então, se você é o tipo de usuário que gosta de comandar as coisas, de configurar o que der, de resolver as coisas sozinho, então essa é mais uma característica que o torna propenso a instalar uma distribuição Linux em sua máquina.

3. Apreço por mudanças de visual

Usar o Windows tem significado cada vez menos alterações visuais e o sistema mantém sempre o mesmo aspecto gráfico na Área de Trabalho. Se por um lado isso é bom para quem não gosta de ter que se adaptar a novidades, aqueles que buscam uma experiência mais personalizada acabam se frustrando

No Linux, em basicamente qualquer distribuição, você tem as duas coisas sempre à mão. Isso porque há uma quantidade enorme de ambientes que podem ser instalados no sistema para torná-lo ainda mais variado. E, normalmente, isso pode ser feito sem muito trabalho, algo sempre importante.

4. Gosto por linhas de comando

Vamos dizer que você não se acanha em resolver problemas do Windows usando linhas de comando quando isso é preciso. Muito da má fama, digamos assim, do Linux vem exatamente do fato do sistema ser centrado nas linhas de comando, embora isso também tenha mudado.

Hoje em dia, as principais distribuições para usuários domésticos oferecem todos os seus recursos com interface gráfica, mas ainda há soluções que muitas vezes são mais práticas de serem alcançadas por meio das outrora temidas linhas de comando. Aliás, esse ponto se associa perfeitamente ao que trata de um maior controle do sistema, pois não há nada que não possa ser feito por meio do Terminal.

5. Preferência por jogos indies

Este é um ponto interessante. Outro ponto negativo das distribuições Linux é exatamente a ausência de grandes jogos, mas isso também vem mudando — o Steam, por exemplo, tem versão oficial para Ubuntu e já conta com mais de mil jogos disponíveis para o sistema do pinguim.

Mudar para Linux

Entretanto, se o seu negócio na hora de jogar no PC é fortalecer a cena de games indies, mudar para Linux não será nenhum problema. Além de plataformas como Steam e Desura, que oferecem um grande número de jogos independentes, é comum que os desenvolvedores ofereçam versões para o sistema livre, ampliando sua comunidade de jogadores.

Fonte: Canaltech

Os 5 melhores players de vídeo para Linux

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O sistema operacional do pinguim está cheio de boas opções para quem quer ver vídeos e reproduzir DVDs ou Blu-Rays no computador. Este é, provavelmente, um dos tipos de software mais bem servidos quando se fala no sistema open source, já que há várias opções para as mais diversas distros.

Para facilitar sua vida, nós selecionamos cinco das melhores opções para ver filmes no sistema livre. A lista é composta por opções básicas e avançadas, todas focadas apenas na reprodução de vídeos, e ainda por media players completos para você gerenciar e executar arquivos multimídia.

1. VLC

Os melhores players de vídeo para Linux

Clássico dos clássicos quando o assunto é reprodução de vídeo, este programa apresenta tudo o que você precisa para ver tudo no computador. Com novidades a cada nova versão, este aplicativo é estável, funcional e muito bonito, apresenta suporte para atalhos do teclado, carrega legendas automaticamente e ainda oferece uma série de configurações extras para aprimorar a sua experiência com a execução de vídeos no Linux.

Faça o download na página oficial

2. SMPlayer

Os melhores players de vídeo para Linux

Do ponto de vista técnico, o SMPlayer é apenas uma interface gráfica para outro clássico do gênero, o MPlayer, o que não reduz a sua potencialidade. Seu visual é amigável e ele apresenta recursos avançados para a reprodução de vídeos, tem suporte para legendas e atalhos do teclado e não vai deixar você na mão na hora de ver filmes, independente da origem dos arquivos.

Faça o download na página oficial

3. GNOME Videos

Os melhores players de vídeo para Linux

Player padrão de basicamente todas as distribuições Linux com interface GNOME, o GNOME Player é uma opção básica, porém funcional para quem vai ver vídeos no Linux. Você não quer uma interface cheia de botões e procura algo mais minimalista apenas para carregar seus vídeos e legendas? Então experimente este programa.

Faça o download na página oficial

4. Banshee Media Player

Os melhores players de vídeo para Linux

Se você quer agregar toda a reprodução multimídia do seu computador em um único lugar, uma das melhores opções é o Banshee Media Player. Reprodução de música e de vídeos, bem como gerenciamento de mídia, audiolivros, rádios e podcasts são os recursos presentes aqui. Ele ainda se conecta ao seu smartphone, ou seja, é possível fazer basicamente tudo dentro da interface intuitiva e completa do Banshee.

Faça o download na página oficial

5. Miro

Os melhores players de vídeo para Linux

Outra opção completa quando o assunto é gerenciamento e reprodução multimídia, o Miro  tem um excelente apelo visual e oferece recursos avançados para você ver seus filmes no Linux. Ele ainda oferece sincronização para dispositivos Android, converte arquivos para formatos específicos de cada dispositivo e até baixa torrents. Se você quer algo completo, experimente o Miro.

Faça o download na página oficial

Fonte: Canaltech

Os 5 melhores clientes de e-mail para Linux

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Dependendo de como você usa seus e-mails — e de quantas contas você usa, ou de quais são seus provedores —, ter um cliente de e-mail instalado em seu computador é uma ótima ideia. E, assim como os usuários de Windows, quem opta por alguma distribuição Linux também conta com excelentes aplicativos para fazer isso.

É provável que você já tenha ouvido falar no Thunderbird, cliente de e-mail dos mesmos desenvolvedores do Firefox, mas existem outras alternativas com a mesma qualidade, bons recursos e ótimo apelo visual. Então, nós preparamos uma lista com cinco dicas para quem quer acessar e-mails no Linux.

1. Mozilla Thunderbird

A primeira dica da lista é também a mais óbvia: o cliente de e-mail da Mozilla, talvez o mais popular do gênero depois do Microsoft Outlook. Apesar de ter parado de receber atualizações em 2012, ele ainda é uma opção relevante e completa para quem quer enviar e receber e-mails diretamente do desktop.

Mozilla Thunderbird

Ele conta com agenda de contatos, calendário e um sistema completo de bate-papo, com suporte aos principais chats da atualidade (inclusive Hangouts e Facebook). O programa é rápido e tem como diferencial o suporte para complementos, tal qual acontece no Firefox. Assim, se você sente falta de alguma coisa, basta procurar na página de add-ons da Mozilla para incrementar o cliente de e-mail.

Faça o download do programa no site oficial

2. Geary

O Geary é o cliente de e-mail nativo do ElementaryOS, uma das elegantes distribuições de Linux, então já dá para imaginar que a interface do aplicativo deve ser um de seus principais atrativos — e realmente é. O visual aqui não deixa nada a desejar, se apresentando inclusive melhor do que o Thunderbird, por exemplo, e fica sem dever nenhum ponto ao Evolution (listado logo abaixo).

Geary

Mas nem só de beleza vive um bom programa. Por isso, o Geary traz um sistema diferente dos demais quando o assunto é organizar e-mails (algo parecido com um dos formatos oferecidos pelo Gmail). Assim como os demais, ele também oferece um sistema automático para cadastramento de novas contas de e-mail e vem com um programa de agenda chamado California, criado pelos mesmos desenvolvedores.

Faça o download do programa no site oficial

3. Evolution

Se você busca elegância, experimente o Evolution, um cliente de e-mail no ar desde 2000, quando ainda era disponibilizado apenas para usuários corporativos de Linux. Ele vem ganhando cada vez mais usuários e é a opção-padrão em um bom número de distribuições baseadas no Gnome — e, pelo andar da carruagem, pode substituir o Thunderbird nas distros em que ele ainda aparece como cliente nativo.

Evolution

Simplicidade e beleza são os principais destaques da interface do programa, que oferece as informações de um jeito completo, mas sem complicar nada. Outro recurso bastante interessante é a integração do aplicativo com o Google Agenda e o iCalendar, a agenda da Apple.

Faça o download do programa no site oficial

4. KMail

Se o Evolution fosse transportado para um ambiente KDE, ele se chamaria Kmail — ao menos do ponto de vista estético. O aplicativo possui a mesma elegância do “concorrente”, com o design bem trabalhado e a possibilidade de organizar os e-mails em pastas diferentes. Esse recurso fica em destaque dentro de um quadro específico para ele na interface.

KMail

Quem gosta de extras também vai curtir o KMail, porque ele apresenta suporte para uma série de plugins que incrementam o funcionamento do aplicativo.

Faça o download do programa no site oficial

5. Sylpheed

A opção mais prática e direta para quem não quer nada além de simplesmente mandar e receber e-mails é, sem dúvida, o Sylpheed. Ele é leve, fácil de ser configurado e mais simples ainda de ser utilizado, também com uma interface bastante compreensível e bem básica, sem tanto apelo visual quanto os demais.

Sylpheed

De acordo com o desenvolvedor, o Sylpheed é capaz de lidar com diretórios de até 20 mil e-mails sem sofrer qualquer engasgo, estando aí uma de suas principais características. Então, se o que você busca é agilidade na hora de gerenciar sua correspondência eletrônica, não deixe de testar este programa.

Faça o download do programa no site oficial

Fonte: Canaltech

Uma linha do tempo das Distribuições Linux

No começo, instalar o Linux era uma tarefa ingrata. Tudo o que existia era o código fonte do Kernel, que precisava ser compilado (usando o Minix ou outro sistema operacional) e combinado com outros utilitários e bibliotecas (que também precisavam ser compilados, um a um) para que você tivesse um sistema operacional funcional. Isso explica porque nos primeiros meses, após o célebre anúncio feito por Linux Torvalds em agosto de 1991, o Linux tinha apenas algumas dezenas de usuários, a maior parte deles programadores, que em maior ou menor grau participavam do desenvolvimento do sistema.

Alguém chegou então a uma conclusão óbvia: por que não distribuir versões já compiladas do sistema, que pudessem ser instaladas diretamente? Surgiram então as primeiras distribuições Linux, que rapidamente passaram a ganhar novos adeptos.

A primeira distribuição de que se tem notícia é um par de disquetes, chamados simplesmente de “Boot/Root”, que foram desenvolvidos no final de 1991 por HJ Lu (que até hoje participa do desenvolvimento do Kernel). Eles incluíam apenas o mínimo necessário para inicializar o sistema e rodar algumas ferramentas básicas, em modo texto. Não era exatamente uma “distribuição Linux” no sentido atual, mas foi um ponto de partida.

O “Root/Boot” foi sucedido por distribuições como o MCC Interim Linux (lançado em fevereiro de 1992), o SLS Linux (maio de 1992) e o Yggdrasil (novembro de 1992). Cada uma delas segue uma idéia bastante diferente. O MCC era uma distribuição em modo texto, mas que oferecia um conjunto mais completo de aplicativos e compiladores. O SLS era distribuído na forma de um conjunto de arquivos .zip, que eram usados para gerar os disquetes de instalação, a partir do MS/DOS, enquanto o Yggdrasil foi uma espécie de antecessor dos live-CDs. Você dava boot através de um disquete e o sistema rodava a partir de um CD-ROM, com direito a ambiente gráfico e a opção de instalá-lo no HD usando um script em shell. O sistema era extremamente lento (os PCs da época usavam CD-ROMs 1x ou 2x e tinham apenas 4 ou 8 MB de memória), mas funcionava.

A distribuição mais antiga ainda ativa é o Slackware, lançado em julho de 1993. O Slackware é uma das distribuições mais espartanas, que tem como objetivo preservar a tradição dos sistemas Unix, provendo um sistema estável, organizado, mas com poucas ferramentas automatizadas, que te obriga a estudar e ir mais a fundo na estrutura do sistema para conseguir usar. Muita gente usa o Slackware como ferramenta de aprendizado, encarando os problemas e deficiências como um estímulo para aprender.

Temos aqui o famoso instalador em modo texto, que é usado por todas as versões do Slackware:

Assim como quase todas as distribuições atuais, o Slackware começou como um “remaster” de uma distribuição anterior (o SLS Linux), incluindo diversas modificações e melhorias.

Esta é, justamente, a característica mais marcante do desenvolvimento do sistema. Novas distribuições raramente são criadas do zero; quase sempre é usada uma distribuição já existente como base, o que permite que os desenvolvedores se concentrem em adicionar novos recursos e corrigir problemas, aumentando radicalmente a velocidade de desenvolvimento de novos projetos.

Pouco depois, em novembro de 1994, foi lançado o Red Hat, que foi desenvolvido com o objetivo de facilitar a configuração e automatização do sistema, incluindo várias ferramentas de configuração. Apesar de sua alma comercial, todas as ferramentas desenvolvidas pela equipe do Red Hat tinham seu código aberto, o que possibilitou o surgimento de muitas outras distribuições derivadas dele, incluindo o Mandrake (França), o Conectiva (Brasil) e o SuSE (Alemanha).

O Red Hat foi a primeira distribuição a usar um sistema de gerenciamento de pacotes, onde cada programa incluído no sistema é transformado em um pacote compactado, que pode ser instalado através de um único comando. O sistema guarda as informações dos pacotes instalados, permitindo que você possa removê-los completamente depois (sem deixar restos de bibliotecas e chaves de registro, como no Windows). O uso do gerenciamento de pacotes é uma das diferenças mais visíveis entre o Linux e o Windows: no Windows você clica no executável do programa e é aberto um instalador; no Linux você usa o gerenciador de pacotes para instalar os programas que quer usar. Aqui temos o venerável Red Hat 9, lançado em 2003:

A partir de 2003 a Red Hat mudou seu foco, concentrando seus esforços no público empresarial, desenvolvendo o Red Hat Enterprise Linux (RHEL) e vendendo pacotes com o sistema, suporte e atualizações. A conseqüência mais marcante da decisão foi a descontinuidade do Red Hat Desktop, que era até então a distribuição Linux com o maior número de usuário.

A última versão foi o Red Hat 9. A partir daí, passou a ser desenvolvido o Fedora, combinando os esforços de parte da equipe da Red Hat e vários voluntários que, com a maior abertura, passaram a contribuir com melhorias, documentações e suporte comunitário nos fóruns. O Fedora herdou a maior parte dos usuários do Red Hat Desktop, tornando-se rapidamente uma das distribuições mais usadas.

Em seguida temos o Mandrake começou de uma forma modesta, como uma versão modificada do Red Hat, lançada em julho de 1998, cuja principal modificação foi a inclusão do KDE (ainda na versão 1.0). O KDE e o Gnome são os dois ambientes gráficos mais usados no Linux, dividindo a preferência dos usuários e das distribuições. Ambos rodam sobre o X, usando os recursos oferecidos por ele. O X cuida do acesso à placa de vídeo, teclado, mouse e outras funções “base”, enquanto o KDE ou Gnome cuidam da interface que é mostrada a você.

Superando todas as expectativas, o Mandrake conquistou rapidamente um grande número de usuários. A partir de um certo ponto, ele passou a ser desenvolvido de forma independente, sempre com o foco na facilidade de uso. Muita gente começou a usar Linux justamente com o Mandrake 10 e 10.1:

O Conectiva foi a primeira distribuição Linux nacional e por muito tempo foi uma das mais usadas por aqui, atendendo tanto usuários domésticos, quanto empresas. Em 2005 aconteceu a fusão entre o Mandrake e o Conectiva, que deu origem ao atual Mandriva, uma evolução do Mandrake, que passou a ser desenvolvido combinando os esforços das equipes em ambas as distribuições.

A história do SuSE é um pouco mais complicada. As primeiras versões foram baseadas no SLS (assim como o Slackware). Em 1995 os scripts e ferramentas foram migrados para o Jurix, que por sua vez era baseado no Slackware. A partir da versão 5.0, lançada em 1998, o SuSE passou a utilizar pacotes RPM, o formato do Red Hat e passou a incorporar características e ferramentas derivadas dele. Todas estas ferramentas foram integradas no Yast, um painel de controle central que facilita bastante a administração do sistema.

Devido a todas estas mudanças, o SuSE é difícil de catalogar, mas atualmente o sistema possui muito mais semelhanças com o Fedora e o Mandriva do que com o Slackware; por isso é mais acertado colocá-lo dentro da família Red Hat.

Em 2003, a SuSE foi adquirida pela Novell, dando origem ao Novell Desktop (uma solução comercial) e ao OpenSuSE, um projeto comunitário, que usa uma estrutura organizacional inspirada no exemplo do Fedora.

Ao contrário do Ubuntu e mesmo do Mandriva, o OpenSuSE tem uma base de usuários relativamente pequena aqui no Brasil. Parte disto se deve ao fato de, no passado, o SuSE ter sido uma distribuição fortemente comercial. O sistema não era disponibilizado para download e mesmo a compra das caixinhas era complicada, já que não existia uma filial nacional. Só com a abertura do sistema depois da compra pela Novel é que o OpenSuSE passou a recuperar o terreno perdido.

Finalmente, temos o Debian, que é provavelmente a maior distribuição Linux não-comercial, tanto em volume de desenvolvedores quanto em número de usuários, diretos e indiretos.

O primeiro anúncio público do Debian foi feito em agosto de 1993, mas a primeira versão (chamada Buzz) foi finalizada apena em 1996. A demora se deu devido ao tempo necessário para desenvolver as ferramentas de gerenciamento de pacotes, as ferramentas de atualização do sistema e de manutenção dos repositórios e toda a metodologia de desenvolvimento que continua até hoje.

O Debian utiliza um sistema de desenvolvimento contínuo, onde são desenvolvidas simultaneamente 3 versões, chamadas de Stable (estável), Testing (teste) e Unstable (instável). A versão estável é o release oficial, que tem suporte e atualizações de segurança freqüentes. A versão estável atual é a Wheezy (7.8), lançado em 10 de janeiro de 2015. Atualmente, novas versões estáveis do Debian são lançadas a cada 18 meses.

A versão instável do Debian é a mais peculiar. Ela é uma eterna versão de testes, que não é finalizada nunca. Ela serve como um campo de testes para novos programas e novas versões dos pacotes já existentes, permitindo que os problemas sejam detectados e corrigidos. Ao usar a versão instável, você tem acesso às versões mais recentes de todos os programas, mas, em compensação, não existe garantia de estabilidade. Um programa que funciona perfeitamente hoje pode deixar de funcionar amanhã e ser novamente corrigido na versão seguinte. Um erro em algum dos pacotes base pode fazer com que o sistema deixe de inicializar depois de atualizado e assim por diante.

As versões estáveis do Debian são tão estáveis justamente porque ficam congeladas, recebendo apenas atualizações de segurança e correções de bugs. Diz a teoria que se você continuar corrigindo bugs em um programa, sem adicionar outros no processo, em um determinado momento você chegará a um programa livre de falhas.

O maior problema é que, devido ao longo intervalo entre os lançamentos das versões estáveis, os pacotes acabam ficando defasados em relação a outras distribuições, que utilizam um ciclo de releases mais curto. Para amenizar o inconveniente, existe a opção de usar o Testing, que é uma prévia da próxima versão estável. Como o Testing é uma versão “incompleta”, que ainda está em desenvolvimento, normalmente o utilizamos em conjunto com o Unstable, de forma que pacotes que ainda não estejam disponíveis no Testing, possam ser instalados a partir dele.

Tipicamente, os pacotes começam no Unstable, onde recebem uma primeira rodada de testes e, depois de algumas semanas, são movidos para o Testing. Periodicamente, os pacotes no Testing são congelados, dando origem a uma nova versão estável. Além destes, existe o Experimental, usado como um laboratório para a inclusão de novos pacotes.

O Debian em si é bastante espartano em termos de ferramentas de configuração e por isso é mais popular em servidores do que em desktops. Entretanto, por oferecer um repositório de pacotes incrivelmente completo, o Debian é usado como base para o desenvolvimento de inúmeras outras distribuições.

A mais famosa delas é sem dúvidas o Ubuntu, que é provavelmente a distribuição Linux mais usada atualmente. Ele é desenvolvido pela Ubuntu Foundation, uma organização sem fins lucrativos, que por sua vez é patrocinada pela Canonical Inc., que ganha dinheiro vendendo suporte, treinamentos e customizações do Ubuntu. Esta combinação de ONG e empresa tem dado muito certo, combinando os esforços de um sem número de voluntários e um grupo de desenvolvedores bem pagos que trabalham em tempo integral no desenvolvimento do sistema.

Ao invés do tradicional 1.0, 2.0, 3.0, etc., o Ubuntu usa um sistema de numeração das versões bastante incomum. Os releases são numerados com base no mês e ano em que são lançados e recebem um codenome. A primeira versão oficial foi a Ubuntu 4.10 (lançada em outubro de 2004), apelidada de “Warty Warthog”, seguido pela 5.04 (lançada em abril de 2005), apelidada de “Hoary Hedgehog”, sendo a 14.10 (lançada em outubro de 2014), apelidada de “Utopic Unicorn”, a mais atual.

As versões regulares do Ubuntu recebem atualizações e correções durante um período de 18 meses, de forma que você acaba sendo obrigado a atualizar o sistema a cada três versões. Como uma opção para quem quer mais estabilidade e a opção de manter o sistema por mais tempo, existem as versões LTS (long term support), que recebem atualizações por um período de 3 anos (estações de trabalho) e 5 anos (servidores). Elas são as versões recomendáveis para estações de trabalho e para uso em empresas.

As versões LTS são montadas dentro de um controle de qualidade mais estrito e passam por um período de testes mais longo, resultando em versões mais estáveis. A primeira versão LTS foi o 6.06 (que receberá atualizações até junho de 2009), seguido pelo 8.04 (atualizações até abril de 2011), sendo a 14.04 (atualizações até abril de 2019) a mais atual. Se os planos não mudarem, a próxima versão LTS será o 16.04, planejado para abril de 2016.

Vale salientar que, à partir da versão 12.04, o período de atualizações do sistema tornou-se equivalentes (5 anos para estações de trabalho e servidores).

Nas primeiras versões, o Ubuntu era fornecido em duas versões diferentes. O “Live CD” (que rodava diretamente a partir do CD-ROM) e o “Install CD”, a versão principal, que era instalada através de um instalador em modo texto, derivado do instalador do Debian Sarge:

A partir do 6.10 as duas versões foram unificadas. O sistema passou a ser um Live-CD (chamado de “Desktop Edition”), que pode ser instalado diretamente.

O maior problema com o Desktop Edition é que o boot do sistema é demorado e ele fica muito lento em máquinas com menos de 512 MB de RAM. Para quem usa máquinas antigas, ou prefere instalar o sistema diretamente, sem primeiro esperar o carregamento do desktop, está disponível o “Alternate CD”, que inclui os mesmos pacotes, mas é instalado através do instalador em modo texto.

Apesar de ser distribuído em um único CD, o Ubuntu utiliza um repositório bastante completo. Ao instalar o sistema, você tem um desktop pré-configurado, contendo um conjunto básico de aplicativos, que você pode personalizar instalando pacotes adicionais. Os repositórios do Ubuntu são construídos a partir do repositório unstable do Debian, processo no qual os pacotes recebem correções diversas e são recompilados, gerando o repositório “universe”.

O Ubuntu deu origem a diversas distribuições, como o Kubuntu (baseado no KDE), o Xubuntu (baseado no XFCE) e assim por diante, que compartilham o mesmo repositório, mas são baseadas em conjuntos diferentes de pacotes.

Está disponível também o “Server Edition”, uma versão destinada a servidores, que é baseada no mesmo repositório, mas instala apenas os componentes básicos do sistema, criando uma instalação enxuta onde podem ser instalados os serviços desejados.

Em resumo, podemos classificar as distribuições Linux em três grandes famílias: As derivadas do Red Hat, como o Fedora e o Mandriva, as derivadas do Debian, como o Ubuntu e o Kubuntu e as derivadas do Slackware, como o Slax.

Apesar das diferenças estéticas, distribuições da mesma família são muito similares na organização dos arquivos, gerenciamento de pacotes, localização dos arquivos de configuração e assim por diante, de forma que é mais fácil para alguém acostumado com o Debian migrar para o Ubuntu, que faz parte da mesma família, do que migrar para o Fedora, por exemplo, que tem raízes completamente diferentes.

Você pode ver uma tabela mais completa com as origens de cada distribuição neste link do Distrowatch: http://distrowatch.com/dwres.php?resource=independence

Entre as distribuições nacionais, temos o Kurumin NG (baseado no Kubuntu), o DreamLinux (baseado no Debian), o Big Linux (baseado no Ubuntu), o BrDesktop (baseado no Debian Stable) e o GoblinX (baseado no Slackware).

No total, existem mais de 500 distribuições Linux sendo desenvolvida ativamente. Se incluirmos também as distribuições descontinuadas, o número sobe para mais de 2.000. Basicamente, qualquer pessoa ou empresa com tempo e conhecimentos suficientes pode desenvolver uma distribuição, tomando como base outra distribuição já existente como ponto de partida. O enorme volume de distribuições é ao mesmo tempo o principal defeito e o principal atrativo do Linux.

Defeito no sentido de que a falta de um sistema “padrão” (como no caso do Windows) gera confusão e retarda a adoção do sistema em muitos nichos e atrativo no sentido de que é justamente o grande número de distribuições e o processo de seleção natural que ocorre naturalmente entre elas que faz com que o sistema evolua tão rapidamente e seja capaz de se adaptar a ambientes tão diferentes.

Fonte: Guia do Hardware

Como instalar o Cherokee Web Server no Ubuntu e derivados

Top-Web-Server

Cherokee é um servidor web de alta performance. É muito rápido, flexível e fácil de configurar. Por isso, se você quiser experimentar essa opção, veja aqui com instalar Cherokee Web Server no Ubuntu e derivados.

Ele oferece suporte para as seguintes tecnologias:, FastCGI, SCGI, PHP, CGI, SSI, TLS e conexões SSL criptografadas, Virtual hosts, autenticação, codificação on the fly, balanceamento de carga (Load Balancing), arquivos de log compatíveis com Apache, balanceador de Base de dados (Data Base Balancer), proxy HTTP reverso, e muito mais.

Instalando o Cherokee Web Server no Ubuntu

Para instalar  o Cherokee Web Server no Ubuntu, faça o seguinte:

Passo 1. Abra um terminal (Usando o Dash ou pressionando as teclas CTRL+ALT+T);

Passo 2. Adicione o repositório do aplicativo com o seguinte comando:

sudo add-apt-repository ppa:cherokee-webserver/ppa

Passo 3. Atualize o Apt digitando o comando:

sudo apt-get update

Passo 4. Agora instale o programa com o comando:

sudo apt-get install cherokee cherokee-admin -y

Passo 5. Para iniciar o Cherokee, execute o seguinte comando no terminal:

sudo cherokee-admin

Passo 6. Em um navegador, digite o endereço http://127.0.0.1:9090 para acessar a interface web do Cherokee.

Instalando o Cherokee Web Server em outras distribuições

Quem estiver usando outra distribuição, pode dar uma olhada no site do desenvolvedor do aplicativo acessando esse link. Lá tem as instruções, e se for o caso, o pacote para instalar ele em outras distribuições Linux. Apesar de estar em inglês, as instruções são bem simples.

Fontes: Blog do Edivaldo Brito, Cherokee Project e Revista Espírito Livre

Descubra qual distribuição Linux é indicada para cada tipo de uso

Não adianta seguir a maioria dos usuários; que por vezes não conseguem escolher, adequadamente, qual sistema Linux é mais apropriado! Isso faz com que a primeira experiência no universo Linux seja frustante. Por outro lado, existem usuários que ficam insatisfeitos com determinadas funcionalidades do sistema e passam a reclamar “disso e daquilo” que não encontram nele… Devido a isso, deve ficar claro que não existe nenhum sistema completamente perfeito, apenas um sistema que satisfaz suas necessidades. Portanto, ao final desse artigo você poderá conhecer quais sistemas são recomendados para diferentes propósito.

PARA NETBOOKS

Lubuntu é uma versão rápida e muita leve do Ubuntu. Seu principal gerenciador gráfico é o LXDE (Lightweight X11 Desktop Environment). Por isso, caracteriza-se por exigir baixos recursos computacionais para funcionar; tendo como principal propósito rodar facilmente em netbooks, dispositivos móveis ou PCs mais antigos.

PARA INICIANTES

Linux Mint é uma distribuição baseada no Ubuntu e tem como objetivo proporcionar uma experiência mais completa para novos usuários. Além de plugins, codecs e outros aplicativos essenciais, ele também oferece um desktop personalizado, tal como o Cinnamon. Ele é totalmente compatível com os repositórios de software do Ubuntu.

PinguyOS é uma distribuição baseada no Ubuntu. Ela foi projetada para iniciantes no mundo Linux… muitos que estão migrando do Windows ou de outro sistema.

PARA SERVIÇOS DE FIREWALL

Vyatta é uma distribuição Linux baseada no Debian especialmente desenvolvida para funcionar como um firewall/roteador, incluindo uma interface de gerenciamento que facilita a configuração de outros diversos serviços, tais como rotas dinâmicas, DHCP, proxy e outros.

Zeroshell é uma pequena distribuição Linux para servidores e dispositivos embarcados com o objetivo em fornecer serviços de rede. Pode ser configurado usando um navegador web. As principais características do Zeroshell incluem: balanceamento de carga e ‘failover’ para conexões de internet, suporte ao UMTS/HSDPA (tipicamente conexões 3G), servidor RADIUS para fornecer autenticação segura e muitos outros.

PARA SERVIÇOS DE MULTIMÍDIA

DreamStudio é uma distribuição baseada no Ubuntu que contém ferramentas para criar gráficos impressionantes, vídeos, música e sites profissionais. Alguns dos aplicativos incluídos e pré-configurados incluem Cinelerra (um poderoso editor de vídeo), Ardour (uma estação de trabalho profissional de áudio digital), CinePaint (uma ferramenta para cinema), Blender (gráficos 3D), Inkscape (um editor de gráficos vetoriais), Synfig Studio (software de animação 2D), Kompozer, e muitos outros.

Ubuntu Studio é baseado no Ubuntu voltada para apaixonados por edição/publicação de áudio, vídeo e gráfico profissional. A distribuição fornece um conjunto de aplicações de código aberto disponíveis para multimídia.

PARA ARMAZENAMENTO DE ARQUIVOS

OpenMediaVault é uma solução Linux para Network-Attached Storage (NAS) baseada no Debian. Ele contém serviços como SSH, FTP, SMB/CIFS e muitos mais. O OpenMediaVault foi principalmente designado para ser utilizado em ambientes domésticos ou de escritórios pequenos, mas não se limita a essas situações. É uma maneira simples e fácil de usar esse tipo de serviço, que permite que todos possam instalar e administrar um armazenamento conectado à rede sem um conhecimento mais profundo.

PARA SERVIÇOS DE SEGURANÇA FORENSE

Backbox é uma distribuição baseada no Ubuntu e desenvolvido para realizar testes de penetração e avaliações de segurança. Ele é projetado para ser rápido e fácil de usar. Ele fornece um ambiente de trabalho completo, graças aos seus próprios repositórios de software, que estão sempre atualizados com as últimas versões estáveis ​​do mais utilizado e mais conhecidas ferramentas de hacking ético.

BackTrack também é uma distribuição baseada no Ubuntu e igualmente ao BackBox foi desenvolvido para realizar testes de penetração e avaliações de segurança.

PARA PC’s ANTIGOS

Bodhi Linux é uma distribuição baseada no Ubuntu destinada para computadores com poucos recursos de hardware. O estilo do sistema Bodhi prevê poucos programas instalados, somente os extremamente necessários. Isto acaba exigindo poucos recursos computacionais e faz com que se torne realmente útil para PC’s mais antigos.

Puppy Linux é extraordinariamente pequeno, mas muito completo.

Fonte: Linux Descomplicado

09 ferramentas de segurança open source de grandes empresas

10 ferramentas de segurança open source de grandes empresas

Nem só de soluções proprietárias e fechadas vivem as grandes empresas. Já há alguns bons anos, marcas importantes como Google e Facebook têm investido de forma pesada em programas open source, inclusive na parte de segurança. E não só em projetos já existentes, como o OpenSSL – novas iniciativas, desenvolvidas pelas próprias companhias (com a ajuda da comunidade) ou em parceria com outros nomes, também têm vez.

Essa mudança de mentalidade, notada em especial no ano passado após o Heartbleed, deve evoluir ainda mais em 2015. Mas caso você queira aproveitar alguns das soluções agora, selecionamos 10 das mais interessantes, relacionadas desta vez apenas à segurança e baseados nesta ótima lista do Linux.com. Confira os projetos a seguir.

1. Osquery

Lançado em outubro do ano passado pelo Facebook – que recentemente abriu o código do Proxygen –, este framework para OS X e Linux ajuda na hora de analisar sistemas operacionais em um nível mais baixo. Ele é útil para monitorar o desempenho de toda a plataforma – porque, para a empresa, obter informações “em tempo real sobre o estado atual de sua infraestrutura é importante”.

Como principais diferenças para outros serviços, o software “expõe um SO como um banco de dados relacional de alta performance”, e permite que você escreva “queries baseadas em SQL de forma eficiente e facilitada para explorar o sistema”. O osquery funciona com hospedagens em larga escala e com diferentes plataformas ao mesmo tempo, e seu código está disponível aqui, junto com bem mais informações.

2. Firing Range 

A ferramenta feita pelo Google e por pesquisadores da Politécnica de Milão não é exatamente um scanner automático de vulnerabilidades, mas sim uma área de testes para eles. Construído em Java com a Google App Engine, o Firing Range (Campo de Tiro, em português) carrega consigo alguns bugs e padrões comuns na web, funcionando mais ou menos como um sandbox para testes de antivírus.

3. Security Monkey

Usa alguns serviços dos Amazon Web Services. Então esta ferramenta da Netflix pode ser de grande ajuda: ela monitora mudanças na política e alerta sobre configurações consideradas inseguras feitas na conta. E segundo a empresa, “enquanto seu propósito principal é segurança, a solução também é útil para localizar potenciais problemas, visto que é essencialmente um sistema de rastreamento de alterações”. O Security Monkey funciona em CPython 2.7 e em Linux e OS X. O código está disponível aqui. E caso você tenha se interessado, vale checar outras duas soluções também da Netflix: o Scumblr e o Sketchy.

4. RAPPOR

Mais voltada para privacidade e também obra do Google, a solução ajuda a analisar dados sem precisar invadir a privacidade. Na descrição provida pela empresa, a ferramenta junta, anonimamente, as estatísticas providas pelo software dos usuários finais e disponibiliza a “floresta de dados dos clientes” para ser estudada – mas sem permitir que apenas uma árvore desse matagal seja isolada. É útil para um desenvolvedor que precisa de informações sobre seu público, mas que não quer comprometer a segurança de quem visita ou usa sua aplicação.

5. ClamAV

Um pouco mais antiga, esta engine de antivírus virou parte da Cisco após a empresa adquirir a SourceFire, em outubro de 2013. Seu principal uso se dá em servidores de e-mail, onde age no bloqueio de vírus e outros tipos de ameaças, escaneado inclusive as linhas de comando de cada um dos arquivos. O software tem suporte a múltiplos formatos e seu banco de dados é atualizado “múltiplas vezes ao dia”, segundo o site oficial. O programa ainda não chegou a uma versão final (1.0), mas sua versão estável pode ser baixada aqui. Para colaborar com o desenvolvimento, o caminho é este .

6. Santa

Outra obra do Google e voltada apenas para OS X, este sistema binário de “whitelists” e “blacklists” é basicamente uma extensão de kernel. O software monitora itens em execução e toma decisões baseadas em um banco de dados em SQLite, segundo sua descrição. Ele também com um agente de GUI (graphical user interface) que alerta o usuário quando algo é bloqueado e “um utilitário de linha de comando para gerenciar o sistema e sincronizar o banco de dados com um servidor”. O Santa ainda está em fase de testes, e seu código está disponível aqui.

Focada em criptografia, esta seleção de APIs em Java foi criada para proteger as informações que o próprio app do Facebook armazenada no cartão SD de um Android. A solução promete ser mais eficiente do que as já existentes na hora de executar esta tarefa, e muito porque não depende do mais pesado padrão AES, e sim de algoritmos do OpenSSL para cifrar os dados. A biblioteca de ferramentas, portanto, é bem menor, o que torna sua aplicação bem mais fácil.

7. OpenSOC

Este framework para análise de segurança foi anunciado pela Cisco no final do ano passado, e visa “ajuda empresas a aproveitar o big data na segurança”. A plataforma serve para detectar ameaças e analisar os danos causados por um eventual ataque ou vazamento de dados. Escalável, o sistema conta com ferramentas para detecção e indexação de pacotes, busca em tempo real e armazenamento de dados, entre outras. Serve, portanto, como uma boa opção de plataforma para analistas de segurança que precisam responder rapidamente a uma ameaça – algo que nem sempre é feito. .

8. Secureheaders

Mantido pelo Twitter, a solução aplica automaticamente diferentes headers relacionadas à segurança no código fonte. A lista inclui um sistema de detecção e prevenção de XSS (cross site scripting) e diferentes tipos de ataques, outro para garantir que o site acessado será aberto em HTTPS e um filtro de XSS para Internet Explorer e Chrome. Segundo a página do projeto, a ferramenta tem integração com Rails, “mas funciona com qualquer código em Ruby”.

9. Microsoft Web Protection Library

Já que falamos em XSS, esta coleção de assemblies em .NET da Microsoft ajuda a proteger sites deste e de outros tipos de ataque. O golpe principal consiste basicamente em injetar um código malicioso na página acessada pelo usuário final, com o objetivo de roubar informações sensíveis – um campo de senha, por exemplo, pode ser alterado com essa injeção de linha de comando. A biblioteca da MS consegue bloquear este tipo de ataque com a ajuda de uma “white list”, que identifica termos estranhos no código, consertando-os com base nas “regras corretas” estabelecidas originalmente pelo desenvolvedor.

Fonte: Portal TIC