Mercado brasileiro de PCs tem queda de 26% em 2014

Notebook com bandeira do brasil

Seguindo uma tendência mundial, o Brasil também registrou mais uma grande queda nas vendas de computadores em 2014. Segundo os dados do IDC Brasil, houve retração de 26% nesse mercado em relação ao ano anterior, com 10,3 milhões de PCs vendidos em todo o território nacional. A preferência continua sendo dos notebooks, com 6,3 milhões de unidades, contra 4 milhões de desktops.

Apesar da preferência dos consumidores por smartphones e tablets vir sendo apontada por analistas de todo o mundo como o grande motivo por trás dessa redução, a consultoria aponta também fatores bem locais para essa queda. Entre eles estão as incertezas econômicas com relação à situação política do país e a alta do dólar, que encareceu o hardware e acabou tendo seus reflexos na indústria de informática.

Além disso, o IDC citou o Carnaval, que caiu em março e gerou números negativos no primeiro trimestre, e a Copa do Mundo como outros dois fatores. O torneio, principalmente, motivou um grande esforço de marketing dos varejistas, mas focado em televisores e equipamentos móveis, com poucas promoções de PCs e baixo interesse dos consumidores nesse tipo de produto.

Apesar disso, foram os usuários finais quem mais contribuíram para esse total. De acordo com os números, 71% das máquinas vendidas foram para esse público, enquanto os 29% restantes foram representados pelas corporações.

Como sempre, o IDC Brasil chama a atenção para os notebooks conversíveis, que fazem as vezes de computador e tablet e poderiam ser uma saída para essa mudança no mercado. Apesar dos produtos do tipo chamarem a atenção, a consultoria afirma que eles ainda não “pegaram” por aqui. A alta nessa categoria no quarto trimestre de 2014 foi de apenas 20%, um desempenho abaixo do esperado também motivado pelas incertezas na economia, que impactam em um segmento de dispositivos com preços mais elevados.

E para o ano corrente, o IDC espera mais quedas. A alta desenfreada do dólar deve dificultar uma recuperação, pois vai acabar resultando em um aumento nos preços dos produtos. A expectativa é de um crescimento nos valores de 15% a 20%, refletindo em uma redução de pelo menos mais 3% no mercado. O consumidor brasileiro costuma ser bastante sensível a preços e, observando tais aumentos, deve preferir outros equipamentos ou simplesmente segurar a carteira, contribuindo para mais um período de baixas no mercado.

Fonte: Canaltech
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