Proibição do Windows 8 na China

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A China baniu o uso do Windows 8 por seus órgãos governamentais. De acordo com informações da Reuters, a decisão de suspender o uso do mais recente sistema operacional da Microsoft foi anunciada como parte de uma campanha de contenção de gastos do governo.

Embora não haja mais detalhes sobre o caso, sabe-se que a relação entre a China e a Microsoft tem sido problemática. Em 2011, o ex-presidente executivo da Microsoft, Steve Ballmer, teria dito a funcionários da empresa que, por causa da pirataria, a receita da Microsoft na China foi menor do que na Holanda.

A agência de notícias oficial Xinhua, citada pela Reuters, disse ainda que a proibição é para garantir a segurança dos computadores depois que a Microsoft encerrou o suporte ao sistema operacional Windows XP, amplamente utilizado na China.

“Os problemas de segurança podem surgir devido a falta de suporte técnico, tornando os computadores com XP vulneráveis a hackers”, disse um porta-voz do governo chinês, que também disse que o “Windows 8 é bastante caro e vai aumentar os custos de compras governamentais”.

O porta-voz ainda disse que o governo está tentando firmar um acordo com a companhia. A Microsoft não quis comentar o caso.

O governo chinês, em parceria com a Canonical, desenvolveu um sistema operacional de código aberto voltado para o seu mercado interno, visando diminuir a dependência do que chamam de “monopólio do software americano”. O novo sistema operacional, intitulado Kylin, é uma versão personalizada do Ubuntu (distribuição de Linux da Canonical baseada em Debian) para os usuários do país asiático e já encontra-se disponível desde Abril/2014 no.

A criação do software aberto faz parte de um plano governamental para os próximos cinco anos em que se planeja a ampla adoção de sistemas com código aberto no país. Esse tipo de sistema permite que os usuários tenham mais acesso às suas funções internas e que personalizem todos os recursos disponíveis.

A primeira versão do Kylin é voltada para computadores pessoais e laptops, com acesso aos caracteres da escrita chinesa e recursos voltados exclusivamente para a forma como os chineses costumam interagir com os PCs. E as versões futuras deverão ter suporte para alguns dos serviços mais populares na web local como, por exemplo, o serviço de mapas e localização do Baidu e o site de compras Taobao.

A Canonical também está trabalhando em conjunto com o Ministério da Indústria e Tecnologia da China no desenvolvimento de uma versão do Kylin para servidores. Com isso, empresas de internet poderão adotar o software em seus servidores. Especialistas afirmam que a medida visa tornar o país mais independente do setor de TI ocidental com a criação de solução verdadeiramente chinesa.

Fonte: Canal Tech Corporate

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